[Sidney Rocha, o Gerônimo]


.

PUBLICADO NA REVISTA DA CULTURA

.

O escritor Sidney Rocha começou a prosear com os dedos e as ideias em 1994, ano da graça de Sofia, uma ventania para dentro, seu primeiro romance. Logo afiou a língua e afirmou sotaque próprio na vozearia conhecida como literatura contemporânea com o livro de contos Matriuska, publicado em 2009. Então, saltou aos olhos da crítica com O destino das metáforas, prêmio Jabuti em 2012, e poucos meses atrás, em outubro de 2015, deu à luz Fernanflor, o primeiro livro da trilogia Gerônimo, seu projeto mais ambicioso.

“Todos esses livros se comunicam na investigação de certos pequenos nadas que busco encontrar nas brechas dos acontecimentos, na reflexão sobre eles, e na linguagem”, conta Sidney, que considera cada uma de suas obras como um recomeço: “Fernanflor, sobretudo”, garante. Talvez seja porque as andanças de Jeroni Fernanflor, o pintor protagonista, não se limitem a lugares e espaços, com suas planícies e montanhas, tampouco a mulheres, paixões, quadros e tintas. Elas percorrem sua excessiva solidão, aquela que, por vezes, busca na vaga eternidade da arte o sentido vital que liquefaz tudo, inclusive a própria história, até que escorra pelo ralo do esquecimento, até que fermente, entorpeça os miolos e faça vomitar.



Deixe uma resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.